terça-feira, 13 de abril de 2010

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE: de novo!!!

DO RIO DE JANEIRO: Carlos Eduardo Éboli / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

O Rio de Janeiro está se transformando numa espécie de Rio Grande do Sul ou Minas Gerais. Já são quatro anos de Flamengo e Botafogo. Onde estão Vasco e Fluminense nessa história?

Por mais que vascaínos e tricolores reclamem com razão dos erros de arbitragem, neste final de semana, não podemos apagar a incompetência dos times. O gol de Caio, no sábado, foi irregular. Herrera participou do lance e estava impedido. Mas o jogo não se resume a apenas este lance.

O Fluminense teve o jogo nas mãos contra o Botafogo e permitiu a reação do limitado time de Joel Santana que continua se apoiando nas jogadas aéreas.

A falta de brilho do Botafogo é compensada pela total eficiência de um esquema previsível que por sua vez conta com a incapacidade dos adversários em parar tal jogada.

O Flamengo chegou, mais uma vez , e não foi por causa da arbitragem. O time de Andrade é o melhor da competição e tem o melhor jogador do campeonato, Vagner Love. Neste domingo, o Vasco teve mais a posse de bola mas foram do Flamengo as melhores oportunidades.

Isso sem falar do técnico Gaúcho que tirou Philippe Coutinho, melhor jogador do time, quando o Vasco perdia por 2 a 1. Magno entrou e nada fez. Depois, entrou Pimpão. Entrou? O cara nem tocou na bola.

Os vascaínos reclamam dos dois pênaltis. Um a favor e o outro contra. Para mim, o pênalti em Léo Moura foi claro. O lateral do Flamengo foi empurrado por Márcio Careca na altura da cintura.

Sobre o lance de Willians, os torcedores do Vasco têm razão. Inicialmente, não consegui ver o toque de mão do jogador do Flamengo, pois, para mim, continua claro que o toque mais forte foi do zagueiro Martinelli que cabeceou o bola.

Willians não deu um soco na bola como muitos enxergaram. Ele apenas resvalou nela e isso é pênalti do mesmo jeito.

Foi um erro, mas apenas um erro e, não, um esquema para favorecer o time da Gávea. Aí está o exagero. Esta história de teoria da conspiração é papo furado.

Há muito tempo, o Vasco não vem jogando nada e muitos jogadores se escondem na hora que o time mais precisa deles. O prazo de validade de Dodô já acabou e Carlos Alberto adora ser dúvida nos momentos mais importantes. Fica tudo nas costas do garoto Coutinho.

É por isso que digo que fechar os olhos com os erros de arbitragem é o pior dos erros e me parece a solução mais fácil para justificar as próprias falhas.
O que fica para a história é que Vasco e Fluminense vão bater palmas pela quarta vez seguida.

FONTE / AUTOR: Carlos Eduardo Eboli é âncora do CBN Esportes aos domingos e comentarista esportivo. Participa diariamente dos programas CBN Rio e CBN Total. Eboli participou da cobertura de três Olimpíadas (Sidney, em 2000; Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008), duas Copas do Mundo (Japão/Coréia, em 2002, e Alemanha, em 2006) e dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e do Rio de Janeiro, em 2007.

COPA DA ÁFRICA: “com certeza o Dunga não vai levar Neymar”, diz Tostão

DE MANAUS: Adeilson Albuquerque, editor Norte / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil.

Durante o programa CBN Esporte Clube, desta segunda-feira (12), o jornalista Carlos Eduardo Éboli entrevistou Eduardo Gonçalves de Andrade, popularmente conhecido como Tostão, na Rede CBN.

Alguns assuntos foram abordados por ambos, mas o que norteou a formação de opinião dos ouvintes foi Copa do Mundo, da África.

Éboli, ao questionar Tostão sobre o garoto do Santos, Neymar, se poderia integrar o grupo de Dunga para o Mundial, o centroavante de 70 foi enfático. “Com certeza o Dunga não vai levar. Um risco. Há uma dúvida ainda se ele ta preparado pra jogar na Seleção. Porque ele ta jogando o campeonato paulista. Apesar de o Neymar ter jogado bem com times grandes, ele nunca jogou futebol internacional. E de repente ele está na Copa, isso é um risco”.

Para tostão, a jovem promessa do Santos Futebol Clube pode sentir a pressão e retrair-se durante o maior evento esportivo do Planeta. “Ele pode brilhar, mas também pode chegar lá e ficar inibido. Com certeza o Dunga não vai levar, porque a principal característica dele é segurança. O Dunga bota segurança. A defesa marca muito e tenta fazer gol em contra ataque”.

O Centroavante cerebral, criativo, elegante que brilhou intensamente num time cheio de estrelas, na década de 70, lembrou ainda que o técnico Dunga não quer jogador que alterna jogo. E tomou como exemplo Ronaldinho Gaúcho. “Às vezes faz um jogo bom ou jogo ruim, como é o caso do Ronaldinho. Então isso ele não quer para não correr risco algum. Se ele levar o Neymar ele vai ter que tirar o Nilmar, que já é um homem de segurança dele. Então é certo que o Neymar não vai”, frisou.

Tostão encerrou suas respostas dizendo que Dunga já tem um esquema todo montado. Mas que gostaria de ver o jogador do Santos atuando com a amarelinha. “Mas que dá vontade de ver um jogador novo, diferente na Copa seria muito interessante. Eu acho que o Neymar tem tudo pra se tornar um grande jogador, mas por enquanto ele não é um craque. Ele é um jogador com potencial espetacular”, finalizou.

Foto: reprodução / celsospfc.blog.uol.com.br

Adeilson Albuquerque é jornalista e responsável pela editoria Norte do Panorama.

TRAGÉDIA: confirmados 246 mortos em todo o estado do RJ. O número deve ser elevado

DO RIO DE JANEIRO: Ruth Veloso / Especial para o Panorama Brasil.

O numero de mortos pelas fortes chuvas que afetam o estado do Rio de Janeiro chegou a 246, na tarde desta terça-feira (13).

Esse número foi contabilizado após a localização de mais dois corpos no Morro dos prazeres em Santa Tereza, no centro. Só na capital Fluminense já são 65 vítimas.

Em Niterói, com 161 mortes - Região Metropolitana, os profissionais do Corpo de Bombeiros prosseguem com os trabalhos de buscas no Morro do Bumba. Durante o dia 150 bombeiros estavam no local. Agora de madrugada são 70.

As localidades de Engenheiro Paulo de Frontin, Magé, Nilópolis e Petrópolis apresentam uma morte cada. Já São Gonçalo tem 16.

A equipe do Panorama Brasil continua acompanhando os detalhes e informações sobre a tragédia.

Foto: Corpo de Bombeiros RJ trabalahndo no morro do Bumba.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

ARRUDA: dois meses após prisão, STJ decide libertar ex-governador do DF

DE BRASÍLIA: Tiago Vergara / Especial para o Panorama TV Brasil.

O ex-governador do Distrito Federal (DF), Jose Roberto arruda, deixou a sede da Policia Federal, na tarde desta segunda-feira (12), em Brasília, após ficar detido por dois meses.

Ele teve a prisão revogada pela corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Por oito votos a cinco os ministros entenderam que arruda não oferece mais riscos as investigações no inquérito da Operação Caixa de Pandora.

Arruda foi preso, no dia 11 de fevereiro, por envolvimento em suposta tentativa de suborno, no chamado mensalão do DEM de Brasília.

Foto: Reprodução.

LUTO: Morre comentarista esportivo mais popular do Amazonas, Orlando Rebelo

DE MANAUS: Paulo Rogério Veiga / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil.

Calou-se uma voz que ecoava nos estádios do futebol amazonense.

O torcedor local não ouvirá mais os comentários técnicos do agora saudoso Orlando Rebelo, que foi enterrado neste domingo (11), em Manaus.

Orlando trabalhou em várias emissoras de Rádio em Manaus, sendo a última como Diretor de Esportes da Difusora.

O esquema tático, as substituições, os gols, as jogadas, treinadores, jogadores, enfim o mundo dentro e fora de campo perde para sempre a opinião do velho mestre conhecido como “O comentarista mais ouvido da Amazônia”.

Fica agora apenas a lembrança do cronista que ao longo dos anos dedicou-se a comentar nos palcos do futebol local e no horário do meio-dia, na Rádio Difusora do Amazonas.

A crônica esportiva do Amazonas lamenta, mas com certeza terá em Orlando Rebelo o espelho mais vivo do comentarista que sabia analisar como ninguém qualquer composição tática dos técnicos de futebol.

Sabe-se lá quantas vezes ao ouvir pelo Rádio uma determinação colocação, algum treinador no intervalo de jogo mudou de rumo seguindo o que dizia Orlando Rebelo?

Todos nós que fazemos parte da crônica esportiva amazonense lamentamos essa perda inigualável, mas também sabemos que o trabalho do velho mestre fica como legado para as futuras gerações como fonte de estudo e principalmente preservação de sua memória.

Falei com Orlando Rebelo ano passado e como sempre perguntava “Oi Paulo tudo bem?” e também respondia “Tudo bem, como vai Orlando”. E nesse dia seguimos caminhos diferentes, sem saber que hoje eu estaria registrando o passamento de sua morte.

Só resta agora a lembrança e seguir em frente para termos uma crônica esportiva qualificada e acima de tudo um futebol amazonense de volta a elite do Brasil. Com certeza dois desejos do saudoso e querido comentarista Orlando Rebelo.
Ilustração: Reprodução

FONTE / AUTOR: Paulo Rogério Veiga é Bacharel em Comunicação, Arbitro de futebol e há 27 anos recebe informações privilegiadas da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O escrito é de sua extrema responsabilidade, isentando o Panorama Brasil.

TRAGÉDIA: Bombeiros confirmam 230 mortos em todo o estado do RJ. Mas este número deve ser elevado

DE SÃO PAULO: Marcos Freire, editor Sul / Especial para o Panorama Brasil.

O numero de mortos em conseqüência das fortes chuvas que acometem o Rio desde a última segunda-feira (05) já chega a 230, segundo o Corpo de Bombeiros do estado.

Só em Niterói, cidade mais atingida da Região Metropolitana, 146 pessoas foram vitimadas.

O governador do estado, Sergio Cabral, informou que vai utilizar 1 bilhão de reais para remoção de casas localizadas em áreas de auto risco. “A politica de remoção serão para com aqueles que mais estão sofrendo. E isso será feito por meio de mapeamento”, afirmou.

Este trabalho com os afetados já começa a partir desta semana. De acordo com Cabral o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinará a liberação de 5 bilhões e 300 milhões de reais de recursos do plano de ajuste fiscal para o Rio de Janeiro.

O prefeito Fluminense, Eduardo Paes, anunciou neste domingo (11) a remoção, de forma impreterível, de moradores de pelo menos oito comunidades que estão em áreas de risco e mais quatro mil famílias serão removidas e irão receber um aluguel social no valor de 400 reais.

Mais de 200 homens do Corpo de Bombeiros continuam trabalhando no Morro do Bumba na esperança de encontrar pessoas com vida ou elevar o número de mortos.

Histórico trágico / Cidade alagada: chuvas de verão: Janeiro 1966-1967

Em janeiro de 1966 a pior tempestade do século paralisou o Rio de Janeiro. Quase 250 mm de chuva caíram sobre a cidade em menos de 12 horas, inundando suas artérias principais.

Deslizamentos de terra nas favelas causaram mais de 140 mortes. Os cariocas enfrentaram racionamento de gás, energia e água, contaminada por esgoto transbordando das galerias de águas pluviais. Até o Carnaval ficou ameaçado, e quase não saiu naquele ano.

As chuvas de 1966 evidenciam a sobreposição das políticas locais e nacionais.

As enchentes foram também um poderoso alerta sobre a vulnerabilidade do Rio para as chuvas de verão, especialmente para a camada mais pobre dos seus quatro milhões de habitantes.

Seja nas favelas empoleiradas nos morros, ou espalhadas nas planícies das margens da Baía de Guanabara, os pobres do Rio eram as principais vítimas das chuvas anuais.

Chuvas em 1970, 1980 e 1988, ainda que menos impressionantes em relação ao volume de águas, provocaram apaixonados debates sobre a responsabilidade do governo em prevenir desastres e remediar suas conseqüências.

No caso do Rio de Janeiro, a água sempre foi um problema crítico para a cidade, tanto na escassez quanto no excesso. Secas no século XIX convenceram D. Pedro II da urgência de proteger os mananciais do maciço da Tijuca, tomado por fazendas de café – e daí surge o projeto de reflorestamento da Floresta da Tijuca, por exemplo.

Se chuvas são fenômenos naturais, enchentes são fenômenos sociais. A partir do século XX, o impacto das enchentes se torna mais evidente no cotidiano da cidade.

De fato, chuvas excepcionais ocorreriam a cada cinco ou dez anos, de 1906 a 1962. Os pontos críticos de drenagem eram sempre os mesmos, os deslizamentos comuns, com ocasionais perdas de vidas humanas.

Normalmente, os primeiros 30 minutos de uma tempestade eram decisivos para distinguir um simples temporal de um desastre urbano.

Finalmente, em 11 de janeiro de 1966, uma tempestade violenta atingiu a cidade, As chuvas fortes e letais continuaram por mais uma semana, e provocaram o total colapso do sistema de transporte, assim como um “apagão” elétrico quase completo.

Como se não bastasse, no ano seguinte novas chuvas, em janeiro e fevereiro de 1967, igualmente excepcionais em dimensões, causaram mais de 100 mortes no Rio de Janeiro e traumatizaram a cidade.

A história das enchentes no Rio de Janeiro obviamente não se interrompe por aqui. Enchentes catastróficas na década de 70 ocorreram com intervalos menores, e os deslizamentos e alagamentos de ruas lembravam a população das enchentes de 66 e 67.

Em 1981, o Rio recebeu em um único dia de verão 15% da precipitação média anual – resultando em completo caos na cidade.

Fonte de pesquisa: Prograd-Maquinações.

Foto: Corpo de Bombeiros do RJ.


Marcos Freire é jonalista e responsável pela editoria Sul do Panora Brasil.