segunda-feira, 29 de março de 2010

CRÔNICA DA BRU: Fim de jogo

DE VITÓRIA/ES: Brunella França / Especial para o Panorama Brasil

O Maracanã está lotado. Mas a bola está silenciosa e quieta, não sairá do meio do campo.

Na Tribuna de Honra do maior estádio do mundo, as palavras e as lágrimas. Lá está aquele que nos ensinou tanto sobre a arte do futebol.

Aquele que usou de letras primorosas para nos fazer ainda mais apaixonados – como se possível fosse – pelo esporte mais popular do mundo.

E se foi invenção inglesa, recebeu lapidação genuinamente brasileira. Os magos, gênios, craques da bola somos nós. O resto corre atrás – e bem atrás!

Botafoguense do Acre

O botafoguense Armando Nogueira foi convocado, aos 87 anos, a entrar para o time celeste da estrela solitária.

Nascido no Acre (AC) foi para o Rio de Janeiro com 17 anos, onde se formou em direito.

A carreira de jornalista começou em 1950, no jornal Diário Carioca, onde foi repórter, redator e colunista.

Ao longo dos 60 anos de carreira, passou também pela Revista Manchete, O Cruzeiro, Jornal do Brasil.

Participou da cobertura de diversas Copas do Mundo a partir de 1954 e dos Jogos Olímpicos, a partir de 1980.

Este ano, não teremos mais suas análises, opiniões e palpites na Copa da África do Sul. Mas seguiremos com as lições que o mestre tão bem nos ensinou.

O futebolista nos fez entender que a bola não é só ela, é o que está à frente dela, é o que ela representa e vai disso, muito além.

A bola de futebol é a pequena esfera representante de uma esfera maior, o mundo, eleita instrumento de emoções, sonhos e sentimentos.

No esporte coletivo mais praticado no planeta, a bola é disputada, pleiteada, concorrida, centímetro a centímetro por vinte e dois homens ou vinte e duas mulheres (por que não?), numa arena verde em luta pertinaz e ferrenha para que a tenham em instante ínfimo na ponta do pé e poder com ela bailar, conduzindo-a, em determinação numa dança frenética às traves adversárias.

E poucos foram os que tão bem compreenderam esse balé do toque até o momento máximo, de glória e extremo êxtase, o instante do gol. Que descarga é essa de adrenalina que sentimos quando a rede estufa? Como explicar essa paixão que provoca lágrimas, risos, reações fortes? Em criança, aprendi que quando o mistério é grande demais, a gente não ousa desobedecer.

O futebol tem o simultâneo poder absoluto de, em um só instante, fazer sofrer e aprazer partes em competição.

Euforia e frustração caminham juntas porque para alguém ganhar, alguém tem que perder. Mas hoje, no jogo da vida, perdemos todos os amantes da bola.

Torcidas se reúnem para homenagear um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro. Um cronista capaz de nos devolver a mágica que parecia perdida na arte de jogar futebol.

“Se a bola soubesse o encanto que tem não passaria a vida rolando de pé em pé”, Armando Nogueira.

FOTO: Reprodução Contigo.

FONTE / AUTOR: A autora é escritora e, chegando a ganhar o Prêmio Direitos Humanos 2004 de Redação, jornalista, além de fazer Assessoria de Comunicação na cidade de Vitória, Espírito Santo (ES). Veja a publicação de seu primeiro romance no site: www.abcles.com.br. O escrito, e publicação desta Crônica, é de responsabilidade sua e dos editores do Panorama Brasil.

Fale com a autora: panorama@folha.com.br

ELEIÇÕES 2010: pesquisa Datafolha indica subida de Serra sobre Dilma e Geraldo Alckmin lidera com folga disputa pelo governo de São Paulo

DE SÃO PAULO: Marcos Freire, com informações do R7.com / Especial para o Panorama Brasil

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na edição de sábado (27) do jornal Folha de S.Paulo mostra que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), retomou fôlego e voltou a subir nas intenções de voto, abrindo nove pontos de vantagem sobre a pré-candidata do PT, a ministra Dilma Roussseff.

O tucano tem 36% e a petista soma 27%, de acordo com a sondagem.

Na pesquisa anterior, feita entre os dias 25 e 26 de fevereiro, Serra aparecia com 32% e Dilma com 28%.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ficou com 11%, e a senadora Marina Silva, pré-candidata do PV, manteve os mesmos 8%.

Indecisos, brancos e nulos somaram 7% e não responderam ou não souberam responder, 11%.

Anteriormente, Ciro ficou com 12%.

O levantamento foi registrado sob o número 6617/2010 e foi feito entre os dias 25 e 26 de março.

A margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidos 4.158 eleitores.

Governo de São Paulo, pesquisa aponta:

Levantamento do Datafolha mostra Alckmin com 53% e Suplicy em segundo, com 19%.

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a disputa pelo governo do Estado de São Paulo com 53% das intenções de voto, no cenário mais favorável no primeiro levantamento do Instituto Datafolha, divulgado nesta segunda-feira (29).

De acordo com a pesquisa, que alternou os nomes dos candidatos petistas, Eduardo Suplicy aparece com 19% das intenções de voto, seguido por Aloizio Mercadante, com 13%.

Celso Russomano (PP) tem 10%, Fabio Feldmann (PV), 3%, e Ivan Valente (PSOL), 1%.

Paulo Skaf (PSB) tem 2% se for candidato. O clima entre os partidos ainda é de incerteza, pois algumas siglas ainda não definiram seus candidatos.

Na pesquisa de avaliação do governo de José Serra (PSDB), 55% dos eleitores do Estado aprovam a gestão, 32% avaliam o desempenho como regular e 11% dizem que o governo do tucano é ruim ou péssimo.

A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 25 e 26 de março e ouviu 2.001 eleitores no Estado.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

FOTO: Reprodução

FONTE: R7.com

Marcos Freire é jornalista e responsável pela Central Panorama Centro Sul

domingo, 28 de março de 2010

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE: Perguntar não ofende

DE SÃO PAULO: Carlos Eduardo Éboli / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Quem será o próximo treinador a ficar na pista?

Jorge Fossati ou Antônio Carlos Zago?

Sobrou para o Mancini

Como sempre a corda arrebenta do lado do treinador e no Vasco isto não foi diferente com Vagner Mancini.

O time do Vasco jogou terrivelmente mal contra o Americano que, por sua vez, foi inteligente e soube explorar os inúmeros erros defensivos dos vaicaínos.

Mancini caiu num final anunciado há alguns dias. Não vou defender o treinador, mas é importante distribirmos a culpa.

O Vasco não mostrou padrão tático em momento algum e, em várias partidas, o time mais parecia um bando em campo.

Muitos jogadores se desmotivaram com as constantes mexidas no esquema da equipe.

Esses problemas a gente coloca na conta do Mancini.

Os jogadores não estão jogando nada. Alguns podem mostram muito mais futebol do que estão mostrando.

Léo Gago, Rafael Carioca, Márcio Careca, Élder Granja e cia não foram contratados porque são bonitinhos ou se vestem bem.

Eles estão no Vasco porque mostraram, am algum momento na carreira, valores. Isso a gente joga na conta deles, os jogadores.

E a diretoria cometeu um erro lá no início quando contratou todo a elenco antes de trazer o treinador.

Ou seja, nada foi discutido com Vagner Mancini e isso, às vezes, dificulta a engrenagem.

Além disso, o presidente Roberto Dinamite dá show de rodeios e não aparece de maneira mais contundente e direta como se esperava que ele fizesse.

Brigou tanto para assumir o Vasco e, agora, mostra apatia.

Ou seja, são muitos erros e não adiante contratar o melhor treinador do mundo, se os outros não assumirem suas responsabilidades. O elenco é esse e a diretoria também.
Será que a simples mudança de técnico vai provocar a revolução esperada pelo torcedor?

Boa sorte para quem assumir!!!

FONTE / AUTOR: Carlos Eduardo Eboli é âncora do CBN Esportes aos domingos e comentarista esportivo. Participa diariamente dos programas CBN Rio e CBN Total. Eboli participou da cobertura de três Olimpíadas (Sidney, em 2000; Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008), duas Copas do Mundo (Japão/Coréia, em 2002, e Alemanha, em 2006) e dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e do Rio de Janeiro, em 2007.

PALAVRA ESPECIALIZADA: Presidente Lula alfineta jogador Kaká

DE MANAUS: Paulo Rogério Veiga / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Em entrevista ao site http://br.reuters.com/, o presidente Lula alertou o meia Kaká sobre sua fase ruim que vive no Real Madrid e que pode prejudicá-lo na Seleção Brasileira na Copa 2010.

A dica do nosso maior mandatário da Nação pode servir não como um alerta, porque Kaká sente na pele seu problema de contusão e a falta de adaptação a nova casa madrilenha.

A análise do presidente não é nada de novo e sim a preocupação de todos com a situação do jogador que não consegue manter uma regularidade no time espanhol.

Há pouco mais de dois meses para o início do maior evento esportivo do mundo e menos de dois para a convocação final do técnico Dunga, a tensão aumenta não que Kaká pode ficar de fora, mas porque abre precedentes para novas vagas no meio.

O presidente Lula, usa sua voz de torcedor para opinar e ao mesmo tempo motivar ou enterrar de vez qualquer pretensão, como foi no caso de Ronaldinho Gaúcho, quando disse que concordava com Dunga em possivelmente não convocá-lo.

Não foi somente um alerta de Lula sobre o momento difícil do jogador, mas também citou a importância de Kaká ao time canarinho na Copa do Mundo.

Numa equipe com poucos jogadores de criação no meio, se Kaká não estiver bem aí as dificuldades serão mais difíceis do que se imagina.

É claro que somente um jogador não ganha uma partida ou uma Copa. O elenco tem que estar unido e focado com o objetivo de realizar uma boa campanha no mundial.

Na matemática do jogo, todos são importantes na hora da decisão, independente de um ser menos ou mais importante no grupo.

FONTE / AUTOR: Paulo Rogério Veiga é Bacharel em Comunicação, Arbitro de futebol e há 27 anos recebe informações privilegiadas da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O escrito é de sua extrema responsabilidade, isentando o Panorama Brasil.

Imagem: Reprodução

sábado, 27 de março de 2010

CONDENADOS: Casal Nardoni pela morte da menina Isabella

DE SÃO PAULO: Marcos Freire - editor do plantão, com informações de Matheus Pichonelli, iG São Paulo/ Especial para o Panorama Brasil

Após cinco dias de júri, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni.

À 0h27 (de Brasilia) deste sábado (27), o juiz Mauricio Fossen sentenciou Alexandre Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina Jatobá, a 26 anos e 8 meses.

A defesa do casal afirmou que já recorreu da sentença.

Eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado, por terem cometido o crime de forma cruel, com recurso que impediu a defesa da vítima e contra menor de 14anos.

Os dois ainda foram condenados a 8 meses de detenção em regime semiaberto por fraude processual.

Reação

Antes de começar a leitura da sentença Anna Carolina Jatobá permaneceu um bom tempo de olhos fechados.

Durante a leitura, a madraata de Isabella ficou impassível, sentada na cadeira com as costas ereta, sem olhar para o juiz ou para alguém da familia que estava na plateia.

Já Alexandre chorou um pouco antes da leitura da sentença.

Quando o juiz começou a proferir a condenação, o pai de Isabella Nardoni respirou de forma ofegante e por vezes mordia a boca, mas não voltou a chorar.

Na primeira fileira, da direita para esquerda, estava a mãe e o pai de Anna Carolina Jatobá, a irmã de Alexandre, Cristiane, e o pai dele, Antonio.

A mãe de Alexandre não esteve presente na plateia.

Na quarta fileira, estavam os parentes da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, o pai José, a mãe Rosa, e os dois irmãos.

Ao lado de um dos irmãos, estava a autora de novelas Gloria Perez. Assim que foi lida a sentença, Rosa ficou de mãos dadas com o marido, encostou a cabeça no ombro do filho e se manteve assim até o final.

No momento em que era lida a sentença, um policial advertiu a família de Ana Carolina para não comemorar: “aguenta mais um pouco diz” um policial.

Fora do fórum, a condenação foi comemorada com fogos de artifício por cerca de 200 pelos polulares.

O casal, que ouviu a sentença algemado, deixou o Fórum em duas viaturas da Secretaria de Adminstração Penitenciária (SAP) que foram chutadas e hostilizada.

Alexandre e Anna Carolina vão cumprir a pena em regime fechado, no presídio de Tremembé, interior de São Paulo.

Na saída do Tribunal, o advogado de defesa, Roberto Podval, afirmou que a defesa já recorreu, disse que não daria entrevista e deu apenas uma declaração. "O brilho da noite é do dr. Cembranelli".

Julgamento

O julgamento começou na segunda-feira, às 14h17, com a escolha dos jurados e o depoimento de 2h30 da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira.

Após o interrogatório, o juiz determinou que ela ficasse incomunicável.

No segundo dia, duas testemunhas arroladas tanto pela defesa como pela acusação e uma testemunha-surpresa prestaram depoimento.

A defesa do casal Nardoni tentou desqualificar as provas técnicas, mas as testemunhas relataram detalhes da investigação.

A promotoria fez uso de uma maquete para mostrar o cenário do crime.

No terceiro dia, o iG trouxe com exclusividade a situação em que se encontrava Ana Carolina de Oliveira.

O advogado dos Nardoni foi vaiado e agredido, e uma perita afirmou ao júri que o sangue encontrado no apartamento dos Nardoni era de Isabella.

No quarto dia, o casal Nardoni deu a versão deles para a morte de Isabella Nardoni. Os dois choraram, negaram as acusações contra eles, criticaram o trabalho e comportamento da equipe policial que investigou o caso e chegaram a sensibilizar alguns jurados.

Morte de Isabella

Isabella Nardoni foi assassinada em 29 de março de 2008.

Segundo a Justiça, ela foi jogada da janela do 6º do Edifício London por Alexandre Nardoni.

Antes, sofreu esganadura por Anna Carolina Jatobá.

A menina tinha, na época dos fatos, 5 anos.

FONTE: Ultimo Segundo

FOTO: Reprodução TV Globo


Marcos Freire é jornalista e responsável pela Central Panorama Centro Sul

sexta-feira, 26 de março de 2010

CRAQUES DA BOLA: Celeiro precisa de ajuda

DE SÃO PAULO: Antônio Boaventura / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Os grandes clubes do interior paulista estão perdendo a capacidade e condições de continuar revelando craques para o futebol nacional e mundial, bem como a de fazer á alegria da população "caipira", que aguarda a cada rodada com ansiedade o jogo do time de sua cidade para fazer festa.

Depois de destacar os bons momentos da dupla campineira, Guarani e Ponte Preta, com suas conquistas e os atletas que vestiram suas camisas e se destacaram em grandes clubes, destaco neste espaço outro grande momento da história do futebol interiorano.

Após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1978 pelo Bugre, de Campinas, o ano de 1986 foi muito importante para o futebol “caipira” e curiosamente teve novamente a presença do Palmeiras.
Neste ano, a Associação Atlética Internacional, da cidade de Limeira, fez barba e cabelo no Campeonato Paulista.
Venceu o Torneio Inicio, promovida pela “Gazeta Esportiva”, e surpreendeu ao chegar á grande decisão do Paulistão contra o Alviverde de Parque Antarctica.

A decisão foi disputada em dois jogos no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.
No primeiro jogo empate sem gols, no segundo uma vitória por 2 a 1, da Inter calou o Morumbi, Resultado que valeu o inédito título para o Leão de Limeira, além do artilheiro da competição, Kita com 24 gols.

Do céu ao inferno, este é o panorama atual da Inter. Primeira equipe do Interior á conquistar o título regional e disputar o Brasileirão da Série A não foram suficientes para manter esta agremiação entre os gigantes do futebol nacional.

Atualmente o Leão amarga a dura realidade de disputar o Campeonato Paulista de Segunda Divisão, após o rebaixamento nesta temporada na Série A3.
Vizinho da cidade de Limeira, o União São João, da cidade de Araras, também enfrenta sérias dificuldades. A Ararinha esteve por algumas temporadas entre os grandes clubes do país. O União foi reconhecido pela sua capacidade em revelar grandes jogadores.

De Araras para o Mundo saíram grandes atletas e entre eles estão os laterais Roberto Carlos, campeão da Copa do Mundo com a Seleção em 2002 e Léo, campeão brasileiro com o Santos no mesmo ano, além do meia Vágner, com passagens por São Paulo e Celta de Vigo e do volante Fabrício, campeão no Corinthians de Carlos Alberto Parreira, atualmente no Cruzeiro.

Sem apoio para se manterem fortes nas respectivas disputas, o tradicional futebol "caipira" está perdendo sua originalidade e força, que lhe é peculiar para surpreender os "grandes" clubes do país, além de revelar craques para o Brasil e o mundo.

FONTE/AUTOR: Antônio Boaventura é jornalista, dono so site clube do esporteweb e acompanha os grandes clubes do interior paulista.