domingo, 20 de abril de 2008

AMAZONENSE: Naça vence e elimina São Raimundo.

DE MANAUS: Correspondente do Panorama.
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No clássico realizado no estádio Vivaldo Lima, neste domingo (20), pelo campeonato amazonense, o Nacional Futebol Clube, venceu por 3 a 2 o São Raimundo, pela quinta rodada e eliminou o seu adversário das finais do segundo turno. O tufão da colina, só precisava do empate para garantir a vaga para as finais do returno. Além do resultado negativo, o time colinense não contava com a goleada do América de 9 a 1 sob o Atlético Rio Negro Clube, no estádio Gilbertão, em Manacapuru (distante a 80 km de Manaus). O jogo prometia muitas emoções e logo no início, o time azulino mostrou que estava disposto em conseguir a vitória. O meia Esquerdinha, na primeira jogada da partida, cruzou pela direita e o atacante Tiago Verçosa de cabeça abriu o marcador. A derrota significava o adeus do time colinense no Estadual que ainda ficou mais desesperador com a vitória do América sob o Rio Negro. O São Raimundo passou a jogar melhor, mas sem criar jogadas de perigo contra a meta do goleiro Naylson do Naça. O único momento de perigo no primeiro tempo foi aos 29 min, no erro do atacante Garanha que recusou de peito a bola e que sobrou para o atacante Marinho, que chutou, o goleiro defendeu e na sobra o atacante Delmo marcou o gol de empate. No ataque, o time azulino levava mais perigo do que o tufão. Aos 24 min, mais uma vez Esquerdinha cruzou pela direita e do outro lado Claydir apenas tocou de primeira para Tiago Verçosa de primeira chutar longe do gol. O segundo gol do Naça não demorou muito e, veio aos 32 min, com o zagueiro George que soube aproveitar a bola na grande área. O técnico Aderbal Lana promoveu algumas mudanças na equipe do Leão da Vila Municipal, na tentativa de mudar o comportamento tático do time para não ser surpreendido. O atacante Marcelinho, que entrou no lugar de Garanha, no segundo tempo, aos 23 min, tentou pegar desprevenido o goleiro do tufão ao chutar de longe, mas a bola passou distante da meta. Outro que entrou no jogo, foi o meia Vidinha. Aos 25 min, o jogador cruzou para Marcelinho que perdeu o gol de cabeça. O técnico do São Raimundo, Adinamar Abib também mudou para melhorar a atuação da equipe na partida. Aos 33 min, o atacante Branco dominou a bola e arrancou para marcar o gol de empate. O resultado classificaria o time colinense para as finais do segundo turno. O gostinho de chegar durou pouco, o atacante Marinho tentando ajudar a sua zaga acabou cometendo um pênalti em cima de Tiago Verçosa. O mesmo Tiago pegou a bola cobrou e o goleiro Leandro Silveira defendeu com os pés, na sobra o próprio Tiago de cabeça marcou 3 a 2 para o Naça. Pelas semifinais do segundo turno o Nacional joga contra o Fast Clube, quinta-feira (24), as 20h, no estádio Vivaldo Lima. A outra semifinal Holanda/Rio Preto da Eva pega o América, na quarta-feira (23), as 16h, no estádio Francisco Garcia, no município do Rio Preto da Eva (distante a 80 km de Manaus).

FICHA TÉCNICA

Data: 20/04/2008 – domingo
Local:
Estádio Vivaldo Lima/AM
Motivo: Campeonato amazonense – 2º turno – 5ª rodada.
Renda: R$ 5.810,00
Público pagante: 1.166
Árbitro: Washington José Alves de Souza
Assistentes: Luiz Claúdio Rodrigues da Costa e Jander Rodrigues Lopes

NACIONAL: Naylson; Reinaldo (Delciney), Filho, George e Rondinelli; Macaé, Claydir, Fininho (Vidinha) e Esquerdinha; Garanha (Marcelino) e Tiago Verçosa. Técnico: Aderbal Lana.

SÃO RAIMUNDO: Leandro Silveira; Brinner, Pedro Paulo e Flavio Santos; Binho, Fabio Aranha, Catatau, Ricardinho e Leandro Gomes; Marinho e Delmo. Tecnico: Adinamar Abib.
(PauloRogérioveiga)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

CASO ISABELLA: Mãe da menina visita túmulo.

Especial Panorama Esporte Tv.
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Na manhã desta sexta-feira (18), dia em que Isabella Nardoni completaria seis anos, a mãe da menina, Ana Carolina Cunha de Oliveira, 24, visitou o túmulo da menina no cemitério Parque dos Pinheiros, na região norte de São Paulo. Ana Carolina chegou por volta das 8h, acompanhada de outra pessoa. Às 9h40, a mãe de Isabella já havia deixado o cemitério. Na noite de ontem (17), a Ana Carolina participou de uma missa no Santuário do Terço Bizantino celebrada pelo padre Marcelo Rossi. Alexandre Nardoni, pai de Isabella, e Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina, continuam prestando depoimento no 9º DP (Carandiru, zona norte). A previsão da Secretaria da Segurança é de que cada um seja ouvido por, aproximadamente, seis horas.

CASO ISABELLA: se viva, hoje completaría seis anos.

Especial Panorama Esporte Tv.
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Nesta sexta (18), Isabella completaria seis anos. Ela foi jogada do sexto andar do apartamento do pai, na zona norte, São Paulo, no dia 29 de março. Neste momento, o pai e a madrasta, continuam depondo.

CASO ISABELLA: o que fica ao povo com a morte da menina que hoje completaría 06 anos.

Especial Panorama Esporte Tv.
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"A morte da menina Isabella Nardoni deixou uma extraordinária herança. Ampliou o debate, como nunca, sobre um problema que ocorre no Brasil, mas sem grande repercussão: a violência doméstica contra as crianças. Não estou dizendo que ela foi assassinada pelos pais --apesar dos vários indícios comprometedores, não há, até este momento, provas para condená-los. O que estou focando é o fato de que a morte trouxe luz a esse problema, até agora com pouca repercussão porque é mais comum entre famílias pobres e desestruturadas, vítimas de desequilíbrios emocionais extremos. Desde o final da década de 1980, tenho acompanhado a violência contra a criança no Brasil. Há muito tempo estou convencido de que as crianças não vão morar na rua por causa da pobreza, mas pela dificuldade de enfrentar a agressão familiar, agravada pelo consumo do álcool e das drogas, em meio ao ambiente de impunidade --mais precisamente pelo silêncio materno".
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Por: Gilberto Dimenstein, 48. Membro do Conselho Editorial da Folha e criador da Organização Não Governamental (ONG) Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha.

CASO ISABELLA: leia na íntegra carta escrita pela madrasta da menina.

Especial Panorama Esporte Tv.
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"Sei que a palavra madrasta pesa ao ouvido dos outros, mas para a Isa sei que eu era a tia Carol. Amo ela como amo os meus filhos. Tenho minha consciência tranqüila do carinho que sempre a tratei. Ela adorava me ajudar a cuidar dos irmãos e até ensinou o mais novo a andar. Ele trocava meu colo para ficar com ela.
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O Pietro chamava a Isa todos os dias e só passou a ir a escola quando a Isa estudava lá. Adorava fazer de tudo para agradá-lo. Ela e o Pietro ligavam sempre para que eu os buscasse. Brincávamos ela, eu e o Pietro de musiquinha, ciranda e de casinha.
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Eu, o Alexandre e minha sogra fizemos o quarto dela como ela sempre sonhou. Compramos o baú da Hello Kitty. Ela adorava as Princesas da Disney e compramos um abajur. Mas acima de tudo isso o carinho era o que mais contava. Então o que tenho a dizer é que a Isabella era tudo para todos nós. Tenho fé que encontraremos quem fez esta crueldade com nossa pequena. Não tínhamos dado nenhuma declaração porque acreditávamos que o caso seria solucionado. Somos inocentes e a verdade sempre prevalecerá".
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folhaonline.

CASO ISABELLA: leia na íntegra carta escrita pelo pai da menina.

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"Eu, como pai de três filhos, posso dizer sem dúvida uma coisa, que a Isabella é o maior tesouro da minha vida. Tenho outros filhos meninos, mas a minha menininha era a princesa da casa. A Isabella sempre foi muito carinhosa comigo e com os irmãos dela. Costumava dizer que era a mamãe do meu filho mais novo, o Cauã, e defendia o do meio, o Pietro, acima de tudo.
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Quando me dei conta que tinha perdido a Isabella, senti naquele momento que meu mundo acabou. Não sei como caminhar. Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer, não faria isto com ninguém muito menos com minha filha. Amo a Isabella incondicionalmente e prometi a ela, em frente a seu caixão, que enquanto vivo não sossego, até encontrar este monstro. Tiraram a vida de minha princesa de uma maneira trágica e não me permitem sentir falta dela, pois me condenam por algo que não fiz. Minha filha, como os irmãos dela, são tudo na minha vida, estou sem rumo.
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Mas confio que Deus me dará forças para vencer esses obstáculos, mostrando o caminho certo para a justiça. Quero minha filha bem, em paz e tenho plena certeza e consciência tranqüila do amor que tenho por ela. Pois por mais que me julguem, só eu e minha filhinha sabemos a dor que estamos sentindo. E o mais importante é que Isa sabe o pai que fui para ela.
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Minha mãe está a base de calmantes por falta do nosso botão de rosa, como ela diz. Meu pai chora quando lembra dela e quando assiste a cada reportagem. Minha irmã e minha mãe choram pelo que estão fazendo.
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Tenho muito mais a dizer, mas espero que um dia me escutem como um pai que sofre por sua filha e não como um monstro que não sou. Nós não tínhamos feito nenhuma declaração ainda porque acreditávamos que o caso seria solucionado. Nós não somos os culpados e ainda encontrarão o culpado. Dessa forma não precisaríamos mostrar a nossa imagem porque o nosso sofrimento é muito grande, só que nos acusam. Queremos mostrar o que realmente estamos sentindo. A verdade sempre prevalecerá".