domingo, 28 de março de 2010

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE: Perguntar não ofende

DE SÃO PAULO: Carlos Eduardo Éboli / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Quem será o próximo treinador a ficar na pista?

Jorge Fossati ou Antônio Carlos Zago?

Sobrou para o Mancini

Como sempre a corda arrebenta do lado do treinador e no Vasco isto não foi diferente com Vagner Mancini.

O time do Vasco jogou terrivelmente mal contra o Americano que, por sua vez, foi inteligente e soube explorar os inúmeros erros defensivos dos vaicaínos.

Mancini caiu num final anunciado há alguns dias. Não vou defender o treinador, mas é importante distribirmos a culpa.

O Vasco não mostrou padrão tático em momento algum e, em várias partidas, o time mais parecia um bando em campo.

Muitos jogadores se desmotivaram com as constantes mexidas no esquema da equipe.

Esses problemas a gente coloca na conta do Mancini.

Os jogadores não estão jogando nada. Alguns podem mostram muito mais futebol do que estão mostrando.

Léo Gago, Rafael Carioca, Márcio Careca, Élder Granja e cia não foram contratados porque são bonitinhos ou se vestem bem.

Eles estão no Vasco porque mostraram, am algum momento na carreira, valores. Isso a gente joga na conta deles, os jogadores.

E a diretoria cometeu um erro lá no início quando contratou todo a elenco antes de trazer o treinador.

Ou seja, nada foi discutido com Vagner Mancini e isso, às vezes, dificulta a engrenagem.

Além disso, o presidente Roberto Dinamite dá show de rodeios e não aparece de maneira mais contundente e direta como se esperava que ele fizesse.

Brigou tanto para assumir o Vasco e, agora, mostra apatia.

Ou seja, são muitos erros e não adiante contratar o melhor treinador do mundo, se os outros não assumirem suas responsabilidades. O elenco é esse e a diretoria também.
Será que a simples mudança de técnico vai provocar a revolução esperada pelo torcedor?

Boa sorte para quem assumir!!!

FONTE / AUTOR: Carlos Eduardo Eboli é âncora do CBN Esportes aos domingos e comentarista esportivo. Participa diariamente dos programas CBN Rio e CBN Total. Eboli participou da cobertura de três Olimpíadas (Sidney, em 2000; Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008), duas Copas do Mundo (Japão/Coréia, em 2002, e Alemanha, em 2006) e dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, e do Rio de Janeiro, em 2007.

PALAVRA ESPECIALIZADA: Presidente Lula alfineta jogador Kaká

DE MANAUS: Paulo Rogério Veiga / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Em entrevista ao site http://br.reuters.com/, o presidente Lula alertou o meia Kaká sobre sua fase ruim que vive no Real Madrid e que pode prejudicá-lo na Seleção Brasileira na Copa 2010.

A dica do nosso maior mandatário da Nação pode servir não como um alerta, porque Kaká sente na pele seu problema de contusão e a falta de adaptação a nova casa madrilenha.

A análise do presidente não é nada de novo e sim a preocupação de todos com a situação do jogador que não consegue manter uma regularidade no time espanhol.

Há pouco mais de dois meses para o início do maior evento esportivo do mundo e menos de dois para a convocação final do técnico Dunga, a tensão aumenta não que Kaká pode ficar de fora, mas porque abre precedentes para novas vagas no meio.

O presidente Lula, usa sua voz de torcedor para opinar e ao mesmo tempo motivar ou enterrar de vez qualquer pretensão, como foi no caso de Ronaldinho Gaúcho, quando disse que concordava com Dunga em possivelmente não convocá-lo.

Não foi somente um alerta de Lula sobre o momento difícil do jogador, mas também citou a importância de Kaká ao time canarinho na Copa do Mundo.

Numa equipe com poucos jogadores de criação no meio, se Kaká não estiver bem aí as dificuldades serão mais difíceis do que se imagina.

É claro que somente um jogador não ganha uma partida ou uma Copa. O elenco tem que estar unido e focado com o objetivo de realizar uma boa campanha no mundial.

Na matemática do jogo, todos são importantes na hora da decisão, independente de um ser menos ou mais importante no grupo.

FONTE / AUTOR: Paulo Rogério Veiga é Bacharel em Comunicação, Arbitro de futebol e há 27 anos recebe informações privilegiadas da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O escrito é de sua extrema responsabilidade, isentando o Panorama Brasil.

Imagem: Reprodução

sábado, 27 de março de 2010

CONDENADOS: Casal Nardoni pela morte da menina Isabella

DE SÃO PAULO: Marcos Freire - editor do plantão, com informações de Matheus Pichonelli, iG São Paulo/ Especial para o Panorama Brasil

Após cinco dias de júri, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni.

À 0h27 (de Brasilia) deste sábado (27), o juiz Mauricio Fossen sentenciou Alexandre Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina Jatobá, a 26 anos e 8 meses.

A defesa do casal afirmou que já recorreu da sentença.

Eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado, por terem cometido o crime de forma cruel, com recurso que impediu a defesa da vítima e contra menor de 14anos.

Os dois ainda foram condenados a 8 meses de detenção em regime semiaberto por fraude processual.

Reação

Antes de começar a leitura da sentença Anna Carolina Jatobá permaneceu um bom tempo de olhos fechados.

Durante a leitura, a madraata de Isabella ficou impassível, sentada na cadeira com as costas ereta, sem olhar para o juiz ou para alguém da familia que estava na plateia.

Já Alexandre chorou um pouco antes da leitura da sentença.

Quando o juiz começou a proferir a condenação, o pai de Isabella Nardoni respirou de forma ofegante e por vezes mordia a boca, mas não voltou a chorar.

Na primeira fileira, da direita para esquerda, estava a mãe e o pai de Anna Carolina Jatobá, a irmã de Alexandre, Cristiane, e o pai dele, Antonio.

A mãe de Alexandre não esteve presente na plateia.

Na quarta fileira, estavam os parentes da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, o pai José, a mãe Rosa, e os dois irmãos.

Ao lado de um dos irmãos, estava a autora de novelas Gloria Perez. Assim que foi lida a sentença, Rosa ficou de mãos dadas com o marido, encostou a cabeça no ombro do filho e se manteve assim até o final.

No momento em que era lida a sentença, um policial advertiu a família de Ana Carolina para não comemorar: “aguenta mais um pouco diz” um policial.

Fora do fórum, a condenação foi comemorada com fogos de artifício por cerca de 200 pelos polulares.

O casal, que ouviu a sentença algemado, deixou o Fórum em duas viaturas da Secretaria de Adminstração Penitenciária (SAP) que foram chutadas e hostilizada.

Alexandre e Anna Carolina vão cumprir a pena em regime fechado, no presídio de Tremembé, interior de São Paulo.

Na saída do Tribunal, o advogado de defesa, Roberto Podval, afirmou que a defesa já recorreu, disse que não daria entrevista e deu apenas uma declaração. "O brilho da noite é do dr. Cembranelli".

Julgamento

O julgamento começou na segunda-feira, às 14h17, com a escolha dos jurados e o depoimento de 2h30 da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira.

Após o interrogatório, o juiz determinou que ela ficasse incomunicável.

No segundo dia, duas testemunhas arroladas tanto pela defesa como pela acusação e uma testemunha-surpresa prestaram depoimento.

A defesa do casal Nardoni tentou desqualificar as provas técnicas, mas as testemunhas relataram detalhes da investigação.

A promotoria fez uso de uma maquete para mostrar o cenário do crime.

No terceiro dia, o iG trouxe com exclusividade a situação em que se encontrava Ana Carolina de Oliveira.

O advogado dos Nardoni foi vaiado e agredido, e uma perita afirmou ao júri que o sangue encontrado no apartamento dos Nardoni era de Isabella.

No quarto dia, o casal Nardoni deu a versão deles para a morte de Isabella Nardoni. Os dois choraram, negaram as acusações contra eles, criticaram o trabalho e comportamento da equipe policial que investigou o caso e chegaram a sensibilizar alguns jurados.

Morte de Isabella

Isabella Nardoni foi assassinada em 29 de março de 2008.

Segundo a Justiça, ela foi jogada da janela do 6º do Edifício London por Alexandre Nardoni.

Antes, sofreu esganadura por Anna Carolina Jatobá.

A menina tinha, na época dos fatos, 5 anos.

FONTE: Ultimo Segundo

FOTO: Reprodução TV Globo


Marcos Freire é jornalista e responsável pela Central Panorama Centro Sul

sexta-feira, 26 de março de 2010

CRAQUES DA BOLA: Celeiro precisa de ajuda

DE SÃO PAULO: Antônio Boaventura / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Os grandes clubes do interior paulista estão perdendo a capacidade e condições de continuar revelando craques para o futebol nacional e mundial, bem como a de fazer á alegria da população "caipira", que aguarda a cada rodada com ansiedade o jogo do time de sua cidade para fazer festa.

Depois de destacar os bons momentos da dupla campineira, Guarani e Ponte Preta, com suas conquistas e os atletas que vestiram suas camisas e se destacaram em grandes clubes, destaco neste espaço outro grande momento da história do futebol interiorano.

Após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1978 pelo Bugre, de Campinas, o ano de 1986 foi muito importante para o futebol “caipira” e curiosamente teve novamente a presença do Palmeiras.
Neste ano, a Associação Atlética Internacional, da cidade de Limeira, fez barba e cabelo no Campeonato Paulista.
Venceu o Torneio Inicio, promovida pela “Gazeta Esportiva”, e surpreendeu ao chegar á grande decisão do Paulistão contra o Alviverde de Parque Antarctica.

A decisão foi disputada em dois jogos no Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi.
No primeiro jogo empate sem gols, no segundo uma vitória por 2 a 1, da Inter calou o Morumbi, Resultado que valeu o inédito título para o Leão de Limeira, além do artilheiro da competição, Kita com 24 gols.

Do céu ao inferno, este é o panorama atual da Inter. Primeira equipe do Interior á conquistar o título regional e disputar o Brasileirão da Série A não foram suficientes para manter esta agremiação entre os gigantes do futebol nacional.

Atualmente o Leão amarga a dura realidade de disputar o Campeonato Paulista de Segunda Divisão, após o rebaixamento nesta temporada na Série A3.
Vizinho da cidade de Limeira, o União São João, da cidade de Araras, também enfrenta sérias dificuldades. A Ararinha esteve por algumas temporadas entre os grandes clubes do país. O União foi reconhecido pela sua capacidade em revelar grandes jogadores.

De Araras para o Mundo saíram grandes atletas e entre eles estão os laterais Roberto Carlos, campeão da Copa do Mundo com a Seleção em 2002 e Léo, campeão brasileiro com o Santos no mesmo ano, além do meia Vágner, com passagens por São Paulo e Celta de Vigo e do volante Fabrício, campeão no Corinthians de Carlos Alberto Parreira, atualmente no Cruzeiro.

Sem apoio para se manterem fortes nas respectivas disputas, o tradicional futebol "caipira" está perdendo sua originalidade e força, que lhe é peculiar para surpreender os "grandes" clubes do país, além de revelar craques para o Brasil e o mundo.

FONTE/AUTOR: Antônio Boaventura é jornalista, dono so site clube do esporteweb e acompanha os grandes clubes do interior paulista.

FUTEBOL DO AMAZONAS: Nacional x Arbitragem

DE MANAUS: Paulo Rogério Veiga / Especial para o Panorama Esporte TV Brasil

Parecem que querem nos prejudicar ...”, “Eles deveriam ser punidos ...”, “Deus está do nosso lado e nada vai nos prejudicar”, foram algumas frases ditas pelos jogadores do Nacional Futebol Clube//AM, no intervalo e após o empate em 1 a 1 contra o São Raimundo, na noite desta quarta-feira (24), no Estádio do Sesi, pela sétima rodada do Campeonato Amazonense. Com o resultado o time azulino continua na liderança, agora com 15 pontos.

Acompanhei a transmissão do jogo pela Rádio A Crítica FM (Emissora oficial do certame), com o narrador Adeilson Albuquerque e o comentarista Teófilo Mesquita e percebi que há uma insatisfação, desconfiança e até revolta dos jogadores do time azulino com relação à arbitragem no geral.

Depois da agressão do jogador Lima ao árbitro Francisney Oliveira da Silva, na partida entre Nacional 3x1 no ASA, pela quinta rodada, ao que parece a partir daí a arbitragem passou a tomar as dores do companheiro agredido.

De um lado, tem o Nacional que luta pelo título do primeiro turnoe do outro a arbitragem que ficou com uma antipátia pela atitude do atleta azulino no episódio da agressão.

Cicatrizes ou não, nessa história não pode haver vitimas ou prejudicados, pois há muito interesse em jogo, ou seja, uma vaga para a Copa do Brasil e Brasileiro da Série D.

Não acredito que a arbitragem queira prejudicar o Nacional na competição. Isso é algo que é inaceitável no futebol moderno.

Por outro lado, os jogadores e até alguns dirigentes azulino tem reclamado muito da atuação da arbitragem quando o time está em campo.

Não se pode atribuir à arbitragem uma derrota ou fracasso de qualquer equipe na competição por conta da arbitragem.

É claro, se for um erro escandaloso cometido pelo trio de arbitragem que pode ser crucial no resultado do jogo, o clube que considerar lesado pode procurar seus direitos na justiça desportiva.

Acredito que o profissionalismo é a razão de tudo e pensar em perseguição da arbitragem seria um retrocesso total de categoria, que busca novos valores para atuar nas competições oficiais da Federação Amazonense de Futebol (FAF).

Nessa briga fria entre clube e arbitragem, o único derrotado, com certeza será o futebol amazonense, pois ambos são importantes ao esporte e qualquer fato negativo só vem a prejudicar a imagem do esporte.

FONTE / AUTOR: Paulo Rogério Veiga é Bacharel em Comunicação, Arbitro de futebol e há 27 anos recebe informações privilegiadas da Federação Internacional de Futebol (FIFA). O escrito é de sua extrema responsabilidade, isentando o Panorama Brasil.

Imagem: Reprodução

PEDÓFILO: Vaticano ignorou caso de padre que molestou mais de 200, diz 'New York Times'

DE SÃO PAULO: Marcos Freire - editor do plantão, com informações do Último Segundo / Especial para o Panorama Brasil

Uma reportagem publicada nesta quinta-feira (25) pelo The New York Times afirma que o Vaticano tinha conhecimento - mas não tomou nenhuma providência a respeito - do caso de um padre que, acredita-se, molestou cerca de 200 garotos ao longo de 24 anos em uma escola para surdos no Estado de Wisconsin.

O jornal americano afirma ter tido acesso aos documentos do processo que vítimas apresentaram à Justiça.

Entre eles estão correspondências entre os bispos do Estado e altas autoridades do Vaticano, incluindo algumas endereçadas ao cardeal Joseph Ratzinger, atual papa Bento XVI, na época em que era chefe da Congregação para Doutrina da Fé, responsável por tratar questões disciplinares na Igreja.

O caso envolve o reverendo Lawrence Murphy, que trabalhou em uma renomada escola para jovens surdos entre 1950 e 1974. Entretanto, o caso só começou a ser investigado em 1993, quando denúncias contra o padre começaram a chegar ao arcebispo de Milwaukee à época, Rembert Weakland.

"O arcebispo Weakland contratou um assistente social especializado no tratamento de crimes sexuais para avaliar (o padre Murphy). Após quatro dias de entrevistas, o assistente social afirmou que o padre admitiu seus atos, havia molestado provavelmente cerca de 200 garotos e não tinha remorsos", relata o New York Times.

Segundo o jornal, o arcebispo Weakland escreveu cartas ao cardeal Ratzinger pedindo a suspensão do padre Murphy em 1996, com o objetivo de "neutralizar a indignação entre a comunidade e restaurar a confiança na Igreja".

O New York Times diz que Ratzinger nunca respondeu a nenhuma das duas cartas que recebeu do arcebispo americano.

O jornal diz que o caso passou pelas mãos de outros funcionários de alto escalão do Vaticano, mas que os procedimentos foram interrompidos depois que o próprio padre Murphy escreveu ao cardeal Raztinger alegando saúde frágil e pedindo que o caso fosse abandonado.

Ele morreu quatro meses depois e foi enterrado em vestimentas da Igreja.

Em resposta às acusações colocadas pelo jornal, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, reconheceu que o padre havia violado a lei e crianças "particularmente vulneráveis", afirmando que o caso é "trágico".

Entretanto, ele disse que o Vaticano só tomou conhecimento do caso em 1996 e, àquela altura, a saúde frágil e a ausência de casos recentes envolvendo o padre pesaram na decisão de suspender o julgamento contra ele.

Fonte: ultimo segundo.ig.com.br

IMAGEM / FOTO: Reuters

Marcos Freire é jornalista e responsável pela Central Panorama Centro Sul